Castelos de Areia
Paulinho Moska

Composição: Moska e Jorge Mautner

O cientista descobriu
Que o cérebro humano tem mais poder
Do que toda a vida na Floresta Amazônica

Mas tanta droga ele consumiu
Que seu pensamento o diluiu
E agora ele chora sua lágrima atômica

É… pois é, meu bem…
Castelos de areia derretem quando a onda vem

Virou Areia
Lenine

Composição: Lenine/Bráulio Tavares

Cadê a esfinge de pedra que ficava ali
Virou areia
Cadê a floresta que o mar já avistou dali
Virou areia
Cadê a mulher que esperava o pescador
Virou areia
Cadê o castelo onde um dia já dormiu um rei
Virou areia
E o livro que o dedo de Deus deixou escrita a lei
Virou areia
Cadê o sudário do salvador
Virou areia

Castelos de Areia
Paulinho Moska

Virou Areia
Lenine

Letras Completas

Castelos de Areia
Paulinho Moska

Composição: Moska e Jorge Mautner

Ele nasceu para ser o melhor
Seus pais projetaram o futuro ideal
Nada lhes daria mais prazer do que vê-lo crescer bem

Mas naquela manhã encontraram um bilhete
Com palavras de dor e adeus
Daquele menino que agora queria ser alguém

É… pois é, meu bem…
Castelos de areia derretem quando a onda vem

O crente rezou durante toda a sua vida
Para ter um sinal do Senhor
Dias e dias dizendo a mesma oração: Amém

E quando seu peito doeu como luz
Ele pensou: Agora vou ver Jesus!
Mas a luz se foi e ficou só a dor no seu coração

É… pois é meu bem…
Castelos de areia derretem quando a onda vem

O cientista descobriu
Que o cérebro humano tem mais poder
Do que toda a vida na Floresta Amazônica

Mas tanta droga ele consumiu
Que seu pensamento o diluiu
E agora ele chora sua lágrima atômica

É… pois é, meu bem…
Castelos de areia derretem quando a onda vem

Estamos no ano 4 mil
Não existe mais calor nem frio
Ninguém morre, ninguém fica mais doente

Só uma coisa nos tira o sossego
É que apesar de sermos eternos
O medo é que neste fim sem fim
Seremos sugados pelo buraco negro

Virou Areia
Lenine

Composição: Lenine/Bráulio Tavares

Cadê a esfinge de pedra que ficava ali
Virou areia
Cadê a floresta que o mar já avistou dali
Virou areia
Cadê a mulher que esperava o pescador
Virou areia
Cadê o castelo onde um dia já dormiu um rei
Virou areia
E o livro que o dedo de Deus deixou escrita a lei
Virou areia
Cadê o sudário do salvador
Virou areia

Areia a lua batendo no chão do terreiro
Areia o barro batido subindo no ar
Areia o menino sentado na beira da praia
Areia fazendo com a mão castelo no mar
E a onda que cerquei e que passou
Virou areia
Nasceu no mar e na terra se acabou
Virou areia

Cadê a voz que encantava multidão, cadê
Virou areia
Cadê o passado o presente a paixão
Virou areia
Cadê a muralha do imperador
Virou areia